quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Ela tem uns dois ou três nós na cabeça e só alguns com múltiplos de dois ou três no coração.
Quando os dias passam devagar ela se assusta por pensar que desaprendeu a voar, quando as coisas voam ela se sente mal por não poder aproveitar mais.
A guria é tudo que diz pros outros não serem em alguns detalhes, porém ela não entende a maioria dos atos alheios, por mais que pense, por mais que tente ser compreensível,  algumas coisas são inimagináveis e outras dolorosamente insensíveis.
Parece ridículo o olhar dela pro mundo, mesmo as vezes sendo a coisa mais pura e divertida dessa e de outras galáxias. Olhar de quem tem medo de ser feliz pra que não tenha um dia que ser triste, e ao mesmo tempo é o mais feliz que alguém pode ser.
Dá pra entender esse olhar?
É aquela coisa mesclada entre o medo, o fogo, a dor, a alegria, a diversão e se alguém puder ouvir aquela risada, diz que tudo se apaga e só existe amor e brincadeiras.
Nenhum corpo é mais confuso, nenhum dos nós é fácil de desatar.
Ninguém sabe como se formam todas as dúvidas de alguém e por mais que se busquem respostas, penso que nunca saberão de onde provem todas as dores também. Ok!
 Me desoriento porque nunca vi ninguém tentar entender qual a causa de tanta felicidade assim.
Nem adiantaria. a felicidade dela parece ser inatingível ate para fins de pesquisa. Não há parâmetros, não se mede, quase nem se imagina. Alguns poucos sentem e se contagiam. Só. ninguém toca essa felicidade, também ninguém sabe numerar ou tabelar tantos dados.
E mesmo assim, mesmo com felicidade tão estranha e, por que não dizer, aparentemente infinita, ela precisa de outras vozes, de outros momentos, de outros carinhos, que só ela sabe fazer.
Tão estranho alguém tão apaixonada pelas relações e tão certa dos prazeres destas, precisar ser dela, as vezes.
Sentir que é dela ainda, mesmo sendo louca por outro alguém. Lembrar que sem os outros continua sendo ela e, principalmente, com o mesmo sorriso dramaturgico.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Muitas vezes eu não consigo entender qual é o problema do mundo, mas eu sei que todo problema do mundo, é culpa e só tem solução através das pessoas.
então, o problema somos nós.
eu entendo perfeitamente que agir por impulso quando estamos bravos ou triste pode acarretar milhões de problemas. eu entendo super bem e vejo todos esses problemas diariamente. pelo impulso as pessoas erram, machucam outras, matam outras. pelo impulso a violência esta mais perto, pelo impulso dos maus o mundo tem demasiados maus problemas.
mas por um lado, eu queria ser , e penso que todos devessem ser, iguais aos "loucos" impulsivos.
eu admiro a pressa em busca de um objetivo. poucas pessoas são assim quando se trata de felicidade.
Normalmente as pessoas deixam pra depois uma declaração de amor, porque pode ser muito cedo, pode ser constrangedor. Ninguém quer arriscar. a maioria tem medo de ser tão feliz, subir tão alto, e, se algo der errado, descer do céu.
os que buscam com impulsividade, com vontade, com prazer, a felicidade sem olhar para o lado ruim da entrega são poucos, são os mais felizes, são ditos loucos.
são poucos os que se entregam a tal coisa e esquecem as outras, pra viverem inteiramente a felicidade. diariamente as pessoas se entregam um pouco em cada chance de felicidade. Elas não sabem estar em um lugar só, vivendo ali tudo que podem, sendo ali o mais feliz e completo que a situação pode lhes fazer.
duvido sermos impulsivos agora em busca da felicidade.
duvido apontarmos o barco em uma direção e irmos até o fim, sem pensar na dor, sem pensar em nada, só na felicidade.
pode ser que a dor não venha, pode ser que valha mais que o medo.
se toca na piscina durante a chuva, come chocolate olhando filme antigo, corre atras de alguém, visita um antigo amigo, liga e reclama do serviço de internet.
esquece a opinião dos outros e veste aquela calça feia mas confortável, pede uma comida nova, sai pra ver uma coisa diferente. realize os seus desejos.
mova-se impulsivamente, em busca da felicidade.
sem maltratar ninguém, sem passar por cima da felicidade do outro.
não tem o que dar errado.
mas só hoje esqueça a enorme gama de opções. foca numa e vai.
eu admiro os que esquecem do mundo pelo menos em um segundo e são felizes.
Fui criada em um mundo paralelo, por Não-sei-quem da Silva e mais alguns conhecidos.
Fui criada achando que o amor me acharia e que eu não precisaria abrir mão de nada, ele chegaria pronto, sob medida.
Cresci achando que qualquer erro meu seria perdoado, e que jamais eu precisaria perdoar.
Cresci achando que ser especial é ter alguém dizendo mil vezes que te ama, gritando alto no meio da rua, te fazendo surpresas e declarações, enquanto chovem pétalas e o chão fica rosa-brilhoso.
Não, não nasci na Disney. 
Também nunca vivi nada parecido nem presenciei coisas desse tipo.
Devo ter sonhado alguma vez (S) e achei bonito.
É complicado demais não ser a melhor do mundo. É desanimador não ser a solução de um dia chato nem a resolução dos problemas.
É chato ser eu sem toda emoção que eu imaginava ter. 
Vai ver tenho algum que de loucura e os loucos estão fora de moda. Eu imaginava mais gente se beijando na chuva, sempre imaginei mais trilhas-sonoras. 
Não presenciei mais pedidos de namoro, nem presentes surpresas, nem beijos roubados.
e diferente do que se pode imaginar, estou tão viva quanto nos sonhos que tive.
Vai ver minha intensidade reprimida mudou de curso e aguçou meu romantismo, vai ver eu ainda acredito em contos.
Estranho eu viver lendo as coisa mais românticas escritas por um cara que está anos luz longe de se parecer com algum príncipe das lendas. As informações não batem, não podem ser reais.
Mas no mundo real meu príncipe não é louro nem moreno, não anda a cavalo e não grita ao mundo que me ama. Porém, neste mundo os abraços são reais e aquecidos, os problemas são reais, mas resolvidos, os momentos são mais doces que bombom, mais cheirosos que colonia, melhores de comida e mais prazerosos que qualquer coisa irreal.
Não que seja fácil desvincular minha metade conto da minha metade real. Basta eu ser metade, então?
Perdoem-me me os reais, mas fantasia faz os olhos brilharem, também.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Te posiciona. É de adulto. É complicado. Mas a vida cobra e quem não se posiciona aparenta ser imaturo, fraco ainda. A vida enxerga e trata mal quem não se posiciona, porque ela nem sabe o que tu quer. Se posicionar é complicado mesmo. Precisa assumir um papel, uma identidade, uma série de escolhas. E isso parece difícil pois então somos responsáveis. Por cada palavra que pronunciamos, por cada caminho que escolhemos. Não se pode ser bom e ruim, não se pode ser grenal. Ou é azul, ou é vermelho, ou é sol, ou é lua. Ou gosta, ou não gosta, ou fica, ou vai. Não se pode gostar mais ou menos, estar mais ou menos. Precisa assumir um papel, a vida cobra e por mais duro que possa ser, assumir a verdade que é libertador, sinceridade cura.

domingo, 13 de julho de 2014

Sabe em qual dia da semana os motéis faturam bem? Na segunda-feira. É na segunda-feira que os infiéis praticam a infidelidade. A segunda-feira é tão mansa que ninguém acredita que ela possa apresentar algum prazer, ninguém desconfia deles. As segundas feiras sofrem booling. A segunda é o dia em que as pessoas sofrem com o fim do final de semana. É difícil voltar a rotina, é ruim pra maioria das pessoas voltar a esperar mais 5 dias ou um feriado pra sentir algo mais. Eu não gostaria de ser a segunda-feira, ser deixada pra segunda-feira é então pior. Porque a segunda não nos reserva nada, então tudo que não representa muito fica pra segunda. As pessoas preferem sofrer na segunda. É o dia mundial do início dos regimes e dos exercícios físicos. É o dia que a gente tira pra fazer o que não quer, o que parece mais chato. Deus me livre ser representante da segunda-feira, me livre também de ser deixada pra segunda.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

deixei vir a inspiração, senti vontade de escrever e a Maria Bethânia cantava "não dá mais pra segurar. Explode coração!", pensei que fosse um sinal pra me livrar de tudo.
A lua hoje é mais linda que ontem, mas hoje eu estou sem tu
ontem eu tinha dores também, hoje to livre de tudo.
pensei que as coisas fossem ser sempre iguais, jurava que as pessoas fossem iguais, até o momento que meu porteiro me pegou conversando sozinha e perguntou se eu gostaria de tomar um chá na portaria uma hora dessas, só pra desabafar.
Esses dias meu ex amor tentou competir comigo, quis mostrar como eu era inferior a ele... que bobo, nessa hora ficou provado o que eu era. Diferente dele.
meu ex amor teve todas as chances pra me fazer feliz. pra me fazer chorar teve algumas também, em que eu baixei a guarda... mas já imaginou uma pessoa com todas as possibilidades nas mãos?
que rico ele era. que grande, que amor.
e ele se foi... parou distante por querer se comparar, por querer demonstrar superioridade, por ter medo que eu fosse mais capaz que ele. logo eu que tanto incentivei ele e elogiei todos os dotes dele.
que bobo. ele não tava pronto! pronto!
agora é meu ex amor.
e o seu joão da portaria segue a me ver conversando sozinha, discutindo nosso romance, querendo saber de ti, "espraguejando" teus romances.
nem por ciumes, nem por inveja, nem raiva... só pra dizer que ainda temos alguma ligação. só pra que eu ainda tenha assunto comigo mesma, ou com o seu joão.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Quando as dores se acalmam as lembranças se esbaldam e pimba, dói de novo.
Quando o meu choro sessou e o meu pranto acabou, adivinha? dói de novo.
Quando as coisas parecem tranquilas meu coração pede um sorriso e pronto... dói de novo.
por mais que a vida nos acostume com a dor, o coração chora em alguns momentos por mais presença, e não adianta. os olhos secos umedecem, as mãos tremem novamente. Saudade que não tem hora pra chegar, angustia que não passa tão depressa.