Essa não é alguma obra sobre quem era Carina, além disso, neste e nos próximos capítulos, vamos descobrir quão grande Carina era. e ninguém é grande apenas nos dias bons, por isso vamos ver a mulher em diferentes problemas, em situações extremas, por todas que ela pode ter passado, ou deveria ter passado.
Esse é um espaço aberto para que você mande uma situação pelo qual gostaria de ver Carina passar.
Esse fato ocorreu num dia daqueles em que o sol é forte, porém no sul nada entre maio e setembro é realmente quente. Fora um dia em que ela acordou tarde e perdeu parte de uma linda manha de inverno, e claro, se arrependeu disso. Carina não era do tipo que perdia tempo de propósito, ela sempre entendeu que o tempo que vai não volta, e que amanha tudo pode ser tão diferente que não se poderá realizar os sonhos de ontem. a casa vazia, a falta de lenha, aquela saudade de algo que não se deveria sentir... Tudo era complicado, mas o dia era tão lindo. ocorreu que enquanto a mulher se via parada naquela casa enorme o destino aprontava novamente. O telefone tocou tão alto, que acho que se o próprio telefone fosse animado, viria que gritou de mais, mas entenderia que era um acontecimento tão especial, que o grito não seria reprimido. Tocava no som uma música da nova geração e ela não teve pressa pra atender, alias, na verdade não queria atender. Foi quando alguém do outro lado disse-lhe um 'Alô' que lhe estremeceu o corpo, originou um arrepio. Era um momento tão surpreendente que não sabia ela se era bom ou ruim, se seria algo que viesse acrescentar à sua solidão ou algo que pudesse surpreender seus sonhos. Uma mistura de medo com vontade de sorrir respondeu aquele telefonema, querendo mostrar-se disponível e ao mesmo tempo difícil. Queria ela de verdade se entregar. ‘deixa estar que o que for pra ser vigora’ dizia a musica neste momento, em que ela pensava já que poderia acreditar que a vida lhe guardava realmente coisas que a seriam pré-destinadas e seriam melhores das coisas que lhe eram tiradas.
Foi um telefonema que não convidou, não declarou amor. Mas foi algo que não era esperado, que não era obrigatório. Foi apenas uma lembrança ou vontade de alguém que se prestou a digitar todos os números do seu telefone e dizer um ‘alô’ que lhe foi de grande valia. No resto daquele dia que não seria aparentemente especial, Carina pôde lembrar o quanto era linda, desejada e especial. Pôde entender que atos especiais não nasciam de obrigações e que a vida realmente tinha coisas melhores esperando por ela. Mesmo que fosse difícil pra ela ver que coisas melhores existiam, e mesmo que ela apresentasse uma resistência forte quanto a se desligar dessas coisas, o mundo conspirava ( e os homens também) para um desligamento imediato.
Todos os sentimentos, vontades e verdades num lugar só, onde tudo até parece ser compreenssível.
domingo, 3 de julho de 2011
2
Mas ela não sabia, às vezes, o quanto era linda. Por mais que recebesse apelidos no diminutivo, e de vez em quanto esquecia de se ver no espelho, de sorrir pra si própria, ela era linda mesmo.
Era uma mulher de corpo, com curvas salientes, seios em pé e incrivelmente naturais. Tinha cabelo pelo meio das costas, com um corte que chamava a atenção pra lombar e realçava seu quadril.
Era por pouco tempo que ela se esquecia da capacidade de sedução que tinha, muitos homens passavam olhando, muitos ligavam, muitos apenas olhavam no fundo dos olhos, como se estivessem olhando para a pessoa mais interessante do mundo. Ela nunca pode reclamar de falta de homem, mas nunca conseguiu escolher um e amar aquele. os escolhidos era quem mais decepcionava. O certo mesmo era quando eles mostravam pra ela, que eram a melhor opção.
Muitos amigos se apaixonaram, muitos apaixonados tiveram que se contentar com a amizade. Mas ela era diferente das outras, era de uma beleza suave, sem vulgaridade, porém com uma sensualidade natural, com um quê de fruta com chocolate, de segredo com carisma. E muitos admiravam sem nem saber o porquê, ou por ter motivos de mais pra isso.
Por muitas vezes, Carina teve medo dos seus próprios atos, algo que fosse lhe comprometer, algo que pudesse gerar desconforto para a família no futuro, algo que não viesse a orgulhar seus pais. Mas quando eles se foram nada disso mais importava. E assim era mais difícil de viver, para uma mulher que viveram sempre pensando e planejando, poder ser livre era de uma dificuldade imensa.
Com uma certa idade ela tentou se esconder, criar uma mascara para esconder seus medos, seus defeitos e ate suas vontades. Foi criando combinação de gestos que ela pensava que se defenderia, afastando a proximidade dos outros. Mas os mais chegados, que por muitas vezes corajosos, entendiam o quanto era doce e carente aquela mulher que por vezes parecia esnobe e prepotente. Era só mais alguém tentando não demonstrar fraquezas.
Foi quando conseguiu seu primeiro emprego que ela viu que sabia se virar em tudo, alias ela sabia disso, mas precisava de provas, como em qualquer outro assunto da vida.
Para escolher a profissão a ser seguida foi uma dificuldade imensa, tudo que a pedissem que fizesse ela fazia com todo zelo, com todo empenho para ver o sucesso da missão. Mas ela nunca soube mesmo o que a faria plena, de repente se o dia tivesse mais algumas horas, ela poderia ter mais de uma profissão e ainda ser mãe e esposa, e então estaria completa. Ela achava que tinha muito espaço pra brilhar na vida, para se prender apenas em um foco de luz.
Não importa se seria matemática, química ou biologia. O importante era que ela se destacasse e ajudasse aos outros que chegassem ao seu nível, ela sempre achou que ser especial sozinha não teria sentido, com quem ela competiria no futuro? E do que valeria levar todo conhecimento consigo sem proveito?
Egoísta ela nunca foi. A não ser quando decidia esconder o sorriso que aconchegava ate os inimigos. Ela tinha uma luz e uma calma, mesmo quando nervosa, que deixava um rastro de coisas boas, como se fosse um caminho com cheiro de jasmim e alecrim, com sensação de abraço.
Era uma mulher de corpo, com curvas salientes, seios em pé e incrivelmente naturais. Tinha cabelo pelo meio das costas, com um corte que chamava a atenção pra lombar e realçava seu quadril.
Era por pouco tempo que ela se esquecia da capacidade de sedução que tinha, muitos homens passavam olhando, muitos ligavam, muitos apenas olhavam no fundo dos olhos, como se estivessem olhando para a pessoa mais interessante do mundo. Ela nunca pode reclamar de falta de homem, mas nunca conseguiu escolher um e amar aquele. os escolhidos era quem mais decepcionava. O certo mesmo era quando eles mostravam pra ela, que eram a melhor opção.
Muitos amigos se apaixonaram, muitos apaixonados tiveram que se contentar com a amizade. Mas ela era diferente das outras, era de uma beleza suave, sem vulgaridade, porém com uma sensualidade natural, com um quê de fruta com chocolate, de segredo com carisma. E muitos admiravam sem nem saber o porquê, ou por ter motivos de mais pra isso.
Por muitas vezes, Carina teve medo dos seus próprios atos, algo que fosse lhe comprometer, algo que pudesse gerar desconforto para a família no futuro, algo que não viesse a orgulhar seus pais. Mas quando eles se foram nada disso mais importava. E assim era mais difícil de viver, para uma mulher que viveram sempre pensando e planejando, poder ser livre era de uma dificuldade imensa.
Com uma certa idade ela tentou se esconder, criar uma mascara para esconder seus medos, seus defeitos e ate suas vontades. Foi criando combinação de gestos que ela pensava que se defenderia, afastando a proximidade dos outros. Mas os mais chegados, que por muitas vezes corajosos, entendiam o quanto era doce e carente aquela mulher que por vezes parecia esnobe e prepotente. Era só mais alguém tentando não demonstrar fraquezas.
Foi quando conseguiu seu primeiro emprego que ela viu que sabia se virar em tudo, alias ela sabia disso, mas precisava de provas, como em qualquer outro assunto da vida.
Para escolher a profissão a ser seguida foi uma dificuldade imensa, tudo que a pedissem que fizesse ela fazia com todo zelo, com todo empenho para ver o sucesso da missão. Mas ela nunca soube mesmo o que a faria plena, de repente se o dia tivesse mais algumas horas, ela poderia ter mais de uma profissão e ainda ser mãe e esposa, e então estaria completa. Ela achava que tinha muito espaço pra brilhar na vida, para se prender apenas em um foco de luz.
Não importa se seria matemática, química ou biologia. O importante era que ela se destacasse e ajudasse aos outros que chegassem ao seu nível, ela sempre achou que ser especial sozinha não teria sentido, com quem ela competiria no futuro? E do que valeria levar todo conhecimento consigo sem proveito?
Egoísta ela nunca foi. A não ser quando decidia esconder o sorriso que aconchegava ate os inimigos. Ela tinha uma luz e uma calma, mesmo quando nervosa, que deixava um rastro de coisas boas, como se fosse um caminho com cheiro de jasmim e alecrim, com sensação de abraço.
sábado, 2 de julho de 2011
Quem ama Cresce 1
Era inverno, fazia frio intenso. O dia foi fácil, monótono. Esperar dos outros realmente não era mais a melhor solução, esperar que o amor voltasse ao seu lugar era só mais um sonho.
Era um daqueles momentos em que ela ficava esperando que a vida lhe surpreendesse. Carina tinha 50 anos, estava na universidade e não tinha muita razão no que sentia, sua emoção sempre esteve em primeiro lugar.
Ela era como uma boneca disfarçada, era forte como uma deusa, era frágil como uma pétala.
Há tempos Carina tinha um monte de boas intenções, e um monte de más respostas.
Ela pensava em amor, em sexo, em carreira. Queria se casar, ter filhos, uma casa linda. Trabalhar meio turno, fazer academia, levar os filhos na escola. Queria passar por momentos tristes, pra que se fortalecesse e queria ver os outros, às vezes, em momentos difíceis, para poder ser prestativa e usar toda sua experiência de vida.
Carina perdeu seus pais em um dia chuvoso, e viu o resto da sua vida menos colorido. Ela tinha um apego imenso à família só ainda não sabia se com a palavra família, ou com o seu significado.
Ninguém era melhor que ela na arte de entender as pessoas, de perdoar as pessoas, mas não sabiam que sua memória nunca foi perfeita. Ela tinha um sentimento novo por dia, viveu cada manha como uma vida nova, e isso nunca lhe permitiu lembrar do mês anterior, do sentimento anterior.
Ela amava, mas as vezes era costume. Ela nunca amou pouco, nunca controlou seu apego e não sabia como esquecer um amor da mesma maneira e agilidade com que esquecia o erro dele.
Neste dia Carina decidiu que não podia mais viver aquele amor, depois de dois dias tentando demonstrar que estava disposta a conversar, a ficar perto, ela entendeu que o amor não necessitaria da abertura dela para ser provado e nem assim ele se provava.
Era uma época de muitos testes e ela se via cada dia mais independente, mas não era isso que ela gostava.
Carina queria ter nascido em outra época, em uma época que fosse perto das novelas, que tivesse final feliz, que tivesse um amor forte, inesperado, eterno.
Não era medo, coragem nunca fez falta. Era apenas a certeza de que não poderia ser o q foi de novo, de que nada faria o tempo e a felicidade daquele ano e pouco q passou, voltar.
Mas era tanta coisa pra esquecer. Não só o que se viveu, não só as noites e dias de amor, não só a parceria que se tinha, era ainda um monte de sonhos. Desde a imagem de um casamento, dos filhos e de uma vida feliz, até a idéia de uma velhice alegre perto daquele homem.
Ela transformou ele em alguém tão mais especial, e isso virou-se contra ela. Ela fez dele um homem tão forte, tão confiante que não era mais preciso a presença dela.
Relembrar tudo q se passou era dão doloroso, e ela sentia raiva por não ter mais o q lhe fazia feliz.
Carina sempre se amou muito, sempre soube o quanto era merecedora de coisas boas. E não via melhores coisas que as que tinha. Vai ver ela tinha se esquecido de ver o mundo lá fora.
Naquele dia monótono, aquela mulher pedia colo, pois era hora de ter a mesma força e coragem que teve no inicio do relacionamento, para que enxergasse novas possibilidades.
Outros dias surgiriam e a cada nova manha seria um novo sentimento, e a cada dia o sentimento seria menos direcionado ao seu amor.
Ela cozinhava bem, dirigia bem, era inteligente e não procurava pensar em todas as possibilidades antes de agir. Em partes esse era um erro dela.
Como qualquer um, ela errava muito. Por mais que ele a chamasse de perfeita, ainda. Carina cresceu buscando coragem pra não depender dos outros, ela morria de medo de não saber o que fazer quando seus pais a deixassem. Mas começou cedo a querer ter o controle de tudo, e por mais que parecesse rude ao expressar a sua opinião com tanta força, ela só queria poder ter culpa se algo desse errado. Inconscientemente ela sabia que poderia mudar seus atos, seu jeito, mas que mudar alguém era coisa quase impossível.
Há pouco ela aprendeu que as pessoas escolhem outras para se espelharem e seguir exemplo, mas cada um escolhe alguém.Carina viu que nada do que falasse como critica construtiva iria mudar alguém que não estivesse pronto pra mudar, mas seus atos poderiam falar muito mais que isso.
Era um daqueles momentos em que ela ficava esperando que a vida lhe surpreendesse. Carina tinha 50 anos, estava na universidade e não tinha muita razão no que sentia, sua emoção sempre esteve em primeiro lugar.
Ela era como uma boneca disfarçada, era forte como uma deusa, era frágil como uma pétala.
Há tempos Carina tinha um monte de boas intenções, e um monte de más respostas.
Ela pensava em amor, em sexo, em carreira. Queria se casar, ter filhos, uma casa linda. Trabalhar meio turno, fazer academia, levar os filhos na escola. Queria passar por momentos tristes, pra que se fortalecesse e queria ver os outros, às vezes, em momentos difíceis, para poder ser prestativa e usar toda sua experiência de vida.
Carina perdeu seus pais em um dia chuvoso, e viu o resto da sua vida menos colorido. Ela tinha um apego imenso à família só ainda não sabia se com a palavra família, ou com o seu significado.
Ninguém era melhor que ela na arte de entender as pessoas, de perdoar as pessoas, mas não sabiam que sua memória nunca foi perfeita. Ela tinha um sentimento novo por dia, viveu cada manha como uma vida nova, e isso nunca lhe permitiu lembrar do mês anterior, do sentimento anterior.
Ela amava, mas as vezes era costume. Ela nunca amou pouco, nunca controlou seu apego e não sabia como esquecer um amor da mesma maneira e agilidade com que esquecia o erro dele.
Neste dia Carina decidiu que não podia mais viver aquele amor, depois de dois dias tentando demonstrar que estava disposta a conversar, a ficar perto, ela entendeu que o amor não necessitaria da abertura dela para ser provado e nem assim ele se provava.
Era uma época de muitos testes e ela se via cada dia mais independente, mas não era isso que ela gostava.
Carina queria ter nascido em outra época, em uma época que fosse perto das novelas, que tivesse final feliz, que tivesse um amor forte, inesperado, eterno.
Não era medo, coragem nunca fez falta. Era apenas a certeza de que não poderia ser o q foi de novo, de que nada faria o tempo e a felicidade daquele ano e pouco q passou, voltar.
Mas era tanta coisa pra esquecer. Não só o que se viveu, não só as noites e dias de amor, não só a parceria que se tinha, era ainda um monte de sonhos. Desde a imagem de um casamento, dos filhos e de uma vida feliz, até a idéia de uma velhice alegre perto daquele homem.
Ela transformou ele em alguém tão mais especial, e isso virou-se contra ela. Ela fez dele um homem tão forte, tão confiante que não era mais preciso a presença dela.
Relembrar tudo q se passou era dão doloroso, e ela sentia raiva por não ter mais o q lhe fazia feliz.
Carina sempre se amou muito, sempre soube o quanto era merecedora de coisas boas. E não via melhores coisas que as que tinha. Vai ver ela tinha se esquecido de ver o mundo lá fora.
Naquele dia monótono, aquela mulher pedia colo, pois era hora de ter a mesma força e coragem que teve no inicio do relacionamento, para que enxergasse novas possibilidades.
Outros dias surgiriam e a cada nova manha seria um novo sentimento, e a cada dia o sentimento seria menos direcionado ao seu amor.
Ela cozinhava bem, dirigia bem, era inteligente e não procurava pensar em todas as possibilidades antes de agir. Em partes esse era um erro dela.
Como qualquer um, ela errava muito. Por mais que ele a chamasse de perfeita, ainda. Carina cresceu buscando coragem pra não depender dos outros, ela morria de medo de não saber o que fazer quando seus pais a deixassem. Mas começou cedo a querer ter o controle de tudo, e por mais que parecesse rude ao expressar a sua opinião com tanta força, ela só queria poder ter culpa se algo desse errado. Inconscientemente ela sabia que poderia mudar seus atos, seu jeito, mas que mudar alguém era coisa quase impossível.
Há pouco ela aprendeu que as pessoas escolhem outras para se espelharem e seguir exemplo, mas cada um escolhe alguém.Carina viu que nada do que falasse como critica construtiva iria mudar alguém que não estivesse pronto pra mudar, mas seus atos poderiam falar muito mais que isso.
Assinar:
Postagens (Atom)