Todos os sentimentos, vontades e verdades num lugar só, onde tudo até parece ser compreenssível.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
o choro sai como vômito. engolindo orgulho, esperanças, despejando dúvidas. Me dói o corpo, a boca do estômago que à tempo não conhece borboletas. Não me falta felicidade, só fui tomara pelas complicações da alma. Não deixo de ser segura, alegre, determinada, só, por hora, preciso vomitar um pouco de tudo que guardo em mim. Inclusive alegria.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Pode parecer modismo falar de cachorros e de domingo.
Mas é que por mais que eu já tenha lido sobre isso nunca quis escrever o que sentia nos meus domingos com a Luna, minha chow chow que tem medo até da sombra dela.
Passei o dia dormindo esperando que algo muito bom me acordasse, cheguei a sonhar com isso, tipo obsessão por surpresas, confiança no merecimento. OK! Nada disso aconteceu. Tive que tomar um banho bem demorado e excluir todas as esperanças que investi nos outros e então fui dar jeito no meu domingo.
Me sentei na frente da casa, acompanhada dos jornais de final de semana e de um mate bem tupetudo. Como sempre, meu mate encheu de erva tudo em volta, já que tem vento e minha forte respiração colabora... voa tudo. Foi quando eu prestei atenção que a minha cadela Luna tinha erva também.
A Luna chegou aqui em casa antes de mim e foi bem difícil a nossa aproximação. Na verdade não sei quando isso aconteceu e por que. A Lu, Mana, Nenê e demais formas como é chamada, não é uma daquelas cadelinhas que facilmente latem, mas também não é daquelas que vem quando a gente chama, que buscam bolinha, que gostam de carinho ou que comem de tudo.
Ela passou a conviver mais conosco quando meu padrasto me presenteou com uma doce Dog Alemã, a Dora. Mas infelizmente, depois que eu era fissurada pela Dora, a família chegou à conclusão de que ela não cabia aqui em casa... Mas não é da Dora que eu quero falar hoje.
Sei que a Luna começou a ver que nunca machucamos a Dora por mais que ela roesse os móveis, comesse a parede ou nos sujasse quando chegávamos, com terra nas patas. Foi por isso, eu acho, que a Luna começou a socializar.
Agora ela até pula às vezes quando chegamos, nos recebe no carro pra ver se trouxemos ossinhos do restaurante e só come pão com requeijão.
Acho que por mais que a gente não admita isso, a Luna movimenta a casa, ela quem manda nela própria e isso nos faz admirá-la.
O paladar requintado, a elegância em andar, em pedir comida e em pegar comida da nossa mão. A Luna nunca me sujou ao pegar um pedacinho de pão, por menos que ele fosse.
Ainda a parte de não querer carinho sempre e rosnar pra isso, de brincar com os pés da gente e de mexer as orelhinhas cada vez que a gente fala.
A Cadela Luna não é de muitos amigos, não é de latir pra qualquer um, não é de demonstrar todo amor que sente. Mas só ela sabe amar assim, suja de erva mate.
O medo que ela sente de tudo e de todos nunca impossibilitou que eu me sentasse no chão pra ganhar um carinho dela e não levantasse satisfeita. Ela não gosta de banho, não usa laço na cabeça, não gosta de perfume... mas dá as duas patinhas e ajuda a pôr a roupinha nas noites frias de inverno, depois que a gente conversa com ela sobre o assunto.
Ver a Luna suja de erva mate, sentada ao meu lado e me olhando como quem pergunta sobre as notícias do jornal me fez ver o quanto a gente se espelha nela.
Por maior que seja o medo que ela sente, ela sabe ler nos nossos olhos toda a confiança e sabe estar presente, amando e respeitando sem cobrar nada por isso. Nada mais que um pão com requeijão.
Tem muita gente ovelha no mundo. Mais ovelha do que gente, eu diria.
Gente do tipo que olha com dúvida, com os olhos parados, de nariz gelado.
Gente que por curiosidade fica, se aproxima, mas por medo se vai, corre pro lado oposto.
Ser ovelha não é problema, faz parte do equilíbrio da sociedade ter gente às vezes ovelha, as vezes leão. Mas ser sempre ovelha te tira da vida, te rouba a liberdade, te aprisiona em velos.
Tem horas que a vida nos faz ser ovelhas de cria, com medo duplicado pelos filhos, com vontade redobrada em março. Em outros momentos, nos faz ser cordeiros, de cola atada desbravando o mundo. Sem sentir falta, sem pedir licença.
Como sempre, ser ovelha não sempre é ruim, nem sempre é bom... ser humano é igual.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Sabe o que eu achei quando procurava informações sobre os homens?
Que a maioria deles mente muito e não sabe fingir, alguns são muito sinceros e rudes por isso, e poucos, dificilmente encontrados, sabem o que falar e quando falar. Nessa espécie, a classe mais encontrada é aquela que tenta mentir, que tenta ser rude, que tenta fazer a coisa certa, mas que nunca se abre o bastante pra poder ser sincero o suficiente. Na verdade, morrem de medo... Do que podem conseguir sendo melhor, da vergonha de mostrar quem são, de não quererem o que todos querem e de não serem aceitos pelo resto dos homens que estão na mesma situação. Por isso homens perto de outros homens viram coisas estranhas enquanto a sós com uma mulher são lordes. Fui clara?
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