quinta-feira, 1 de março de 2012

Banho de amor, lavagem de alma, chuva que limpou tudo que ainda restava de alguma tristeza, de alguma mágoa... e nisso os bebês me sorriram enquanto as pedras das calçadas me acariciavam os pés. Foi massagem no espírito, no ego. Depois de andar descalça na areia e acender velas para os meus anjos, tive a chuva como certeza que algo de maior existe, que me limpou, que me renovou, mesmo com a febre de ontem pude sentir cada gota batendo no corpo e me fazendo melhor. Respirei fundo diversas vezes e estive renovada por muitos motivos. Um quero-quero me pousou perto dos pé, as flores receberam todas as gotas que caiam forte, decididas, sobre o solo, sobre as cores, e nenhuma flor se escondeu, e nenhuma cor escureceu. Fortes flores, invejo-as.